Abaixo o ENEM.
Sou dono de um dos maiores cursinhos de São Paulo e venho prestar minha indignação diante a essa transformação do ensino superior no Brasil. Antes, o direito a educação de nível superior tinha que passar obrigatoriamente pela minha escola, e é claro, o preço ia de acordo com o que eu estipulasse. Estava tudo bem, o ensino superior sempre pertenceu às elites brasileiras, imaginem se pessoas de classes sociais inferiores tivessem acesso às universidades, quem precisaria de cursinhos para garantir seu lugar?
Com este governo que ampliou as universidades federais, cada vez menos estudantes procuram minha instituição. É a lei da oferta e procura, a oferta de faculdades começa a crescer e o ENEM garante uma nova forma de vestibular, com temas da atualidade, sem formulas secretas, e meu patrimônio começa a perder a solidez. Hoje qualquer miserável pode entrar em uma universidade, tudo culpa desse governo de cunho social que pensa mais na população do que nos que os sustentam, os empresários.
O que fazer? Devemos destruir o ENEM pegando pequenas falhas dele e transformando em falhas enormes, tem muita gente querendo devolver o ensino superior às classes mais favorecidas, com isso contamos com a Rede Globo, com a Revista Veja, com o Estadão e a Folha de São Paulo. O ENEM é a porta de entrada para os pobres na universidade, se fecharmos a porta, logo meu negócio começa a crescer novamente.
Já sabemos que provas sempre dão problemas, isso é normal em vestibulares, sempre tem questões que são anuladas ou questionadas, os cadernos amarelos que apresentavam erros de gráfica não chegaram a 1%, mas se a gente pegar esses 1% e fizermos uma verdadeira tempestade em cima disso, vamos convencer a população de que não precisamos mais do ENEM, não precisamos mais desse ministro da educação e a porta se fecha novamente.
Vale tudo, Jornal Nacional dando destaque aos erros do ENEM, Casseta e Planeta com sátiras ao ministro colocando uma orelha de burro nele, vale incentivar os alunos a fazerem manifestações contra as falhas, vale até pagar um funcionário da gráfica para errar na impressão ou roubar a prova idiotamente em frente às câmeras.
Só assim, nós, ricos, “amilhardários”, bem de vida e preocupados com o futuro dos nossos filhos poderemos devolver a eles o direito a educação segregante brasileira.
Sou dono de um dos maiores cursinhos de São Paulo e venho prestar minha indignação diante a essa transformação do ensino superior no Brasil. Antes, o direito a educação de nível superior tinha que passar obrigatoriamente pela minha escola, e é claro, o preço ia de acordo com o que eu estipulasse. Estava tudo bem, o ensino superior sempre pertenceu às elites brasileiras, imaginem se pessoas de classes sociais inferiores tivessem acesso às universidades, quem precisaria de cursinhos para garantir seu lugar?
Com este governo que ampliou as universidades federais, cada vez menos estudantes procuram minha instituição. É a lei da oferta e procura, a oferta de faculdades começa a crescer e o ENEM garante uma nova forma de vestibular, com temas da atualidade, sem formulas secretas, e meu patrimônio começa a perder a solidez. Hoje qualquer miserável pode entrar em uma universidade, tudo culpa desse governo de cunho social que pensa mais na população do que nos que os sustentam, os empresários.
O que fazer? Devemos destruir o ENEM pegando pequenas falhas dele e transformando em falhas enormes, tem muita gente querendo devolver o ensino superior às classes mais favorecidas, com isso contamos com a Rede Globo, com a Revista Veja, com o Estadão e a Folha de São Paulo. O ENEM é a porta de entrada para os pobres na universidade, se fecharmos a porta, logo meu negócio começa a crescer novamente.
Já sabemos que provas sempre dão problemas, isso é normal em vestibulares, sempre tem questões que são anuladas ou questionadas, os cadernos amarelos que apresentavam erros de gráfica não chegaram a 1%, mas se a gente pegar esses 1% e fizermos uma verdadeira tempestade em cima disso, vamos convencer a população de que não precisamos mais do ENEM, não precisamos mais desse ministro da educação e a porta se fecha novamente.
Vale tudo, Jornal Nacional dando destaque aos erros do ENEM, Casseta e Planeta com sátiras ao ministro colocando uma orelha de burro nele, vale incentivar os alunos a fazerem manifestações contra as falhas, vale até pagar um funcionário da gráfica para errar na impressão ou roubar a prova idiotamente em frente às câmeras.
Só assim, nós, ricos, “amilhardários”, bem de vida e preocupados com o futuro dos nossos filhos poderemos devolver a eles o direito a educação segregante brasileira.
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